quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Physical manifestations of an obsessive focus












A thought about paintings: potentially their backsides remain the same so that everything else can change, in full sight, chaotically, unabashedly honest in metaphor and biography–this brush stroke is how I’ve lived my life, one might say–inciting the Painted to proclaim its inverse existence, like a face with all its sensory orifices projecting instead of taking in, or a still-life commanding you to stand still and be seen. 
Outside their perimeters are the parameters of my own daily living, in which I generally keep quiet, eat lots of fruit, and snap pictures with my phone. (He currently studies and paints in New York City.)



Bonjour Winston!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Convívio de pedras


Cada palavra falada nos trai. Explicar é descrer. A abundân­cia cansa, a menos que seja diversificada. E o olheiro, de tanto olhar, também se cansa, e faz com que não se admire mais aquilo que antes admirava. Fica-se acostumado. Então, torna-se cínico. E nada faz no­tar tanto um cínico, e sua falta de naturalidade, do que as maneiras forçadas. Nas quais se percebe muito trabalho. E péssimo manejo.

Bonjour!

domingo, 28 de outubro de 2012

November unsettling


Hello there, November. Fancy seeing you in a world like this? Can I buy you a drink? No? Do you like good music? Do you like me? Do you like different stuff? What would you prefer? Enough triple-charged words, to send you out to Mars? I think we've got the night for you with the return enough blather to turn you. Our Maitre serving us up a main course of bodies, mouths and voices for delectable consumption. Tut tut, but what will our main course be, November? What treats await us?

Dress up to the nines and we'll open the door for you, november. Our words may be polished or our words may be rough, but they'll be sincerely for you. As long as we can go steady. And if we need further advice on the practicalities, the collective will provide advice and wisdom stored in the printed words, providing us surprising sweets.

Bonjour everyday!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Stripped to the bone

Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu.  

Bonjour!

Neruda


terça-feira, 23 de outubro de 2012

The Paintings of Conor Harrington

















Bonjour Conor!

Que a complacência seja farta de urbanidades

Quais são os limites e, por assim dizer, os termos da amizade? 
(1): que sejamos para os nossos amigos, assim como somos para nós mesmos? (2): que a nossa afeição por eles seja tal e qual à que eles têm por nós? (3): que estimemos os nossos amigos, assim como eles se estimam a si mesmos?  Não posso concordar com nenhuma destas três máximas. 
Porque (1), que cada um tenha para com o seu amigo a mesma afeição e vontade que tem para si, é falsa. De fato, quantas coisas fazemos pelos nossos amigos, que jamais faríamos para nós! Quantas vezes um homem de bem abandona a defesa dos seus interesses e os sacrifica, em seu próprio detrimento, para servir os de seu amigo! 
Porque (2), define a amizade por uma medida igual entre amor e bons serviços. É fazer da amizade uma ideia bem limitada e mesquinha, sujeitá-la, assim, a um balanço entre a despesa e a receita, quando na verdade, uma amizade verdadeira não calcula nem com exatidão nem com medo de oferecer mais do que recebeu. 
Porque (3), e a mais perniciosa de todas, quer que se estime ao amigo tanto quanto se estima a si mesmo. Mas há bom número de pessoas, cuja alma tímida ou desalentada, não sentindo-se muito bem, não ousa aspirar melhor sorte. Serão, então, os amigos obrigados a pensar como eles, ou deverão, ao contrário, esforçarem-se por encorajá-los, sugerindo outras esperanças e pensamentos? 
É necessário prescrever outros limites para as amizades. A amizade penetra nos menores detalhes da nossa vida, o que torna muito frequentes as ocasiões de ofensas e melindres. A única ocasião em que não devemos deixar de ofender um amigo, é quando se trata de lhe dizer a verdade, apenas a verdade, e lhe provar, assim, a nossa fidelidade. Mas nem tudo é perfeito, e ao invés dele se encolerizar de haver agido mal, ele se encoleriza de ser repreendido. 


Bonjour and Prrrum...

Marcus Cícero 

domingo, 21 de outubro de 2012

Afinidades eternas

Para fazer as pazes é preciso haver uma guerra. Mas, quando não há uma guerra ou só a suspeita, de haver uma ameaça, ou uma desatenção se tornar um hábito, da paz que encanta e apaixona, as pazes ficam feitas e celebra-se essa felicidade. É a necessidade de se achar que se é diferente - nos afetos, nas necessidades - que provoca todos os mal-entendidos e a maior parte das infelicidades. Muito ganharíamos - se perdêssemos só o que temos de perder e amargar -, se partíssemos do princípio que somos todos iguais, homens e mulheres, eu e tu, eles e nós. As guerras imaginadas são mil vezes melhores do que as verdadeiras. A ilusão da diferença (de tudo o mais que arranjamos para chegar à ficção vaidosa que 'cada um é como é') passou a ser o que apreciamos ser a nossa nociva e dispensável individualidade. É o pouco que nos diferencia e distancia, por muito caro que nos saia, que consegue o divino milagre de tornarmo-nos mais atraentes uns aos outros. Não é possível cortar para sempre com tudo o que nos liga a pessoas que pensam verdadeiramente como nós. Acabamos sempre por voltar a estar de acordo nalgum ponto.


Hey, sunday!


Pode escrever-se acerca do silêncio, porque é um modo de alcançá-lo, embora impertinente. Pode também escrever-se por asfixia, porque essa não é maneira de morrer. Pode escrever-se ainda por ilusão criminal: às vezes imagina-se que uma palavra conseguirá atingir 'm o r t a l m e n t e' o mundo. A alegria enorme de um assassinato é legítima, se embebeda o espírito, libertando-o da melancolia da fraternidade universal. Mas se apesar de tudo se escrever, escreva-se sempre para estar só. A escrita afasta concretamente o mundo. Não é o melhor método, mas é um. Os outros requerem uma energia espiritual que suspeita do próprio uso da escrita, como a religiosidade suspeita da religião e o demonismo da demonologia. 

A big thanks for all!

Herberto Helder - in "Photomaton e Vox"

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

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